sábado, 11 de maio de 2013

São Paulo vai dar auxílio mensal de R$ 1.350 para dependentes químicos

   O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está prestes a concluir um novo pacote de ações para combater a violência e o avanço das drogas no Estado. Entre as principais medidas estará a transferência direta de dinheiro para a recuperação de dependentes de cracke o incremento de 6.500 policiais no patrulhamento das ruas. O programa será batizado de Cartão Recomeço e a transferência de renda deverá ser feita por meio de um cartão similar aos utilizados no sistema bancário.

    A ação de combate às drogas será semelhante à adotada pelo governo tucano de Minas Gerais, o Cartão Aliança pela Vida. Iniciativas como essa ganharam o apelido de “bolsa crack” ou “cartão crack”. O cartão tornará disponível a quantia de R$ 1.350 mensais para as famílias dos dependentes (em Minas o valor é de R$ 900) e esse dinheiro só poderá ser utilizado no tratamento dos dependentes porque será repassado diretamente para as clínicas de reabilitação. No total, até 3 mil famílias poderão ser beneficiadas em todo o Estado São Paulo. Todos os detalhes do programa serão apresentados na quinta-feira pelo governo Geraldo Alckmin.
   Os detalhes finais do programa estão sendo preparados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, comandada por Rodrigo Garcia. Como contrapartida, o dinheiro terá de ser utilizado pelas famílias em ações que envolvam e complementem o tratamento dos dependentes. 
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada na semana passada mostrou que 45% dos paulistanos apontam o envolvimento de jovens da família com tóxicos como seu maior medo, seguido do temor da violência urbana. No começo deste ano, o governo paulista deu início à internação compulsória dos viciados em crack, que também foi respaldada pela população conforme outra pesquisa. O Cartão Recomeço será, segundo o Palácio dos Bandeirantes, uma medida complementar ao programa de internação. Ambos devem fazer parte do “atendimento diferenciado aos dependentes químicos”, uma das bandeiras do governador.
   No final do ano passado, a prefeitura do Rio de Janeiro também anunciou o lançamento da ajuda financeira a dependentes, mas a iniciativa até agora não foi colocada em prática. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cantada 2


Operação da PF prende secretários e empreiteiros no Acre.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (10) a Operação G-7, que investiga fraudes em licitações públicas. Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Dentre os presos estão servidores do governo do Estado, o secretário de Obras do Estado, o secretário Adjunto de Gestão Municipal, o sobrinho do governador do Acre, além de empreiteiros.


Já foram presos o secretário de Obras do Estado, Wolvenar Camargo, o secretário Adjunto de Gestão Municipal, Assurbanipal Mesquita, o diretor de análises clínicas da Secretaria Estadual de Saúde e sobrinho do governador Tião Viana, Thiago Paiva, o ex-secretário de Habitação do Estado Aurélio Cruz, o diretor do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo César, o empreiteiro e ex-presidente da Federação da Indústria do Acre (Fieac) João Francisco Salomão, os empreiteiros Narcísio Mendes Júnior, Tshuyoshi Murata e outros.
De acordo com informações da Polícia Federal, sete construtoras estavam sendo investigadas desde 2011 suspeitas de atuar em conjunto para fraudar licitações em obras públicas do Estado.
Segundo a PF, as empresas atuavam da seguinte forma: elas simulavam concorrer entre si, com a finalidade de garantir que uma deles vencesse o processo. Os concorrentes que se recusassem a fazer parte do esquema eram eliminados pelo grupo ainda na primeira fase, a de habilitação.
Os envolvidos na organização criminosa devem responder pelos crimes de cartel, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, formação de quadrilha e desvio de recursos públicos.
A operação é realizada nos municípios de Tarauacá e Rio Branco e conta com o apoio de 150 agentes federais.
fonte:G1

Jornalista mostra crimes de Lula...


quinta-feira, 9 de maio de 2013

A copa do mundo é boa... para POUCOS


Consórcio Maracanã SA vence licitação de concessão do estádio.

O Consórcio Maracanã SA – formado pelas empresas IMX, Odebrecht e AEG – foi considerado vencedor, na tarde desta quinta-feira (9), da licitação para a concessão do Complexo do Maracanã, na Zona Norte do Rio.
Por decisão unânime, a Comissão de Licitação definiu que o consórcio está habilitado. Nenhum recurso foi apresentado pelo concorrente, Consórcio Complexo Esportivo Cultural do Rio de Janeiro. A partir de agora, o processo será encaminhado ao secretário da Casa Civil, Régis Fitchner, para ser oficializado.


Compromissos
Antes da abertura dos envelopes, o presidente da Comissão da Licitação, Luiz Roberto Silveira Leite, informou que, por decisão da Justiça, a comercialização dos camarotes não está incluída no processo de licitação, pois a empresa que antes comercializava os camarotes, Golden Gol, entrou com um mandado de segurança a fim de proteger a venda dos camarotes pelo consórcio vencedor da licitação.
Leite informou ainda que o consórcio vencedor se compromete a arcar com os custos da demolição do Parque Aquático Júlio Delamare, localizado na Tijuca, Zona Norte do Rio.
Na ata de licitação, foi dada a recomendação do Iphan/RJ que as  empresas vencedoras se comprometam  com a nanutenção do Ginásio Gilberto Cardoso - Maracanãzinho e que, preferencialmente, não derrubem o antigo Museu do Índio.
Segunda fase
O consórcio de Odebrecht, IMX e AEG lidera a licitação com pontuação de 98,26, contra o consórcio concorrente, Cultural do Rio de Janeiro — composto por Construtora OAS S.A., Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited — que teve pontuação de 94,4624, após o fim da segunda fase, no dia 29 de abril. A vantagem foi divulgada no Diário Oficial no dia 30 de abril.
Primeira fase
Na primeira fase, o grupo de Eike ofereceu R$ 5,8 milhões por ano, em 33 parcelas, num total de R$ 181,5 milhões — R$ 26,4 milhões a mais que concorrente — para cuidar do estádio. Se realmente for definido como vencedor, terá que desembolsar outros R$ 600 milhões em obras no entorno do empreendimento.
Reabertura
O estádio foi parcialmente reaberto neste sábado (27), para um evento-teste. Com presença de comitiva liderada pela presidente Dilma Rousseff, cerca de 25 mil pessoas — 30% da capacidade final — assistiram a um espetáculo de luzes e som antes da vitória dos Amigos de Ronaldo por 8 a 5 sobre os Amigos de Bebeto, com direito a dois gols do Fenômeno, um deles após um "elástico", drible que lembrou os bons tempos do craque.
Do lado de fora e até dentro do estádio, manifestantes se mostraram contrários à privatização do estádio. Durante o jogo, policiais chegaram a usar bombas de efeito moral para dispersar um protesto de um grupo que é a favor da permanência do antigo Museu do Índio ocupado por indígenas. No novo projeto, o atual espaço dará lugar a um museu olímpico.
Fonte: 



Presidente do PT não acredita em prisão para mensaleiros

    Rui Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, disse nessa quinta-feira (08) que o partido descarta a possibilidade de que os condenados na Ação Penal 470 (mensalão) sejam tenham efetivamente suas penas postas em prática.
    A declaração do petista se dá no mesmo momento em que os ministros do STF se contrariam em relação da eficácia dos recursos apresentados pelas defesas dos acusados para que as penas sejam reduziadas ou até mesmo que se mudem as setenças proferidas pela Suprema Corte. De um lado, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski acreditam que há possibilidade de que o julgamento seja mudado, do outro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, defende que não existe alguma chance de que haja mudança na decisão.
   “O PT já se manifestou sobre isso no ano passado através de nota pública e a nossa posição continua a mesma. Para nós, até o momento, não há nenhum condenado, porque os recursos não se esgotaram. Portanto, não há de se cogitar a prisão de ninguém”, disse Falcão.
“Não estamos trabalhando com essa hipótese (de prisões) porque acreditamos muito que, à luz dos embargos, haverá uma nova apreciação do processo. Nós sustentamos desde o início que não se pode condenar ninguém por suposições e na ausência de provas”, completou o líder partidário.
   O julgamento da Ação Penal 470 (mensalão), iniciado em agosto de 2012, está na fase de recursos, após 25 dos 37 réus terem sido condenados.